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Tudo pronto para inauguração da Casa do Professor

  • nacasadoprofessor
  • 12 de jun. de 2021
  • 4 min de leitura

O Centro Cultural Cineclube Casa do Professor informa que está tudo preparado para a sessão de inauguração do espaço que vai funcionar na praia de Ajuruteua, em Bragança. Precedida pela leitura de poemas do “apóstolo da poesia” CAETÉ, serão exibidos os seguintes filmes, todos realizados por Francisco Weyl (o “carpinteiro de poesia”): • “UM POETA NÃO SE PEGA” • “O CHAPÉU DO METAFÍSICO” – Vencedor do grande prêmio do Festival Internacional de Cinema do Porto (em Super-8) • “MALDIÇÃO” – que tem como ator José Mojica Marins (o Zé do Caixão) - (em Super-8) • “ANAÍS” (em Super-8) • “ÉSQUILO” (em Super-8) • “A IMAGEM DAS VACAS TEM M AIOR NITIDEZ QUE A IMAGEM DAS PESSOAS” (em Super-8) Além das projeções seguidas de diálogos, o Cineclube pretende discutir meio ambiente e consciência ecológica com a comunidade nas sessões periódicas que acontecerão todo último sábado de cada mês, a começar do dia 29 de janeiro. O Centro Cultural Cineclube Casa do Professor, dizem os seus organizadores, é uma homenagem a um professor que faleceu enquanto ministrava aulas no município de Bragança. Coordenada por dois filhos de Bragança (o “apóstolo” e o “carpinteiro”), irmãos em sangue e em poesia, a Casa do Professor pretende fazer parcerias com escolas, postos de saúde, associações de moradores e cooperativas locais no sentido de articular a comunidade para a defesa da praia enquanto espaço social. Programa/ sinopses e fichas técnicas dos filmes • Um poeta não se pega Saudade, palavra-origem, sentimento-verbo, expressão do estado de ausência que se sofre quando se está longe de algum ser, sentimento, ideia, coisa, beleza, deus. Na vida metafísica, toda presença é distância. De alguma maneira, que não conseguimos entender e/ou explicar, sentimos que estamos sós. Ao lado do nosso sujeito e/ou objecto de amor, impregnados por uma profunda fé, meditativos ou inquisidores da consciência, estamos sós. Na solidão, temos saudades do que não temos e de coisas que nem sabemos. A saudade mora na metáfora, que nos ensina que ter saudade é sentir poesia, deixá-la brotar sem semeá-la, ceifá-la, matá-la, sofrê-la sem senti-la, deixá-la doer para doá-la com a paixão de não possuí-la. Ter saudades é completar-se com o vazio que ocupa a imensidão indizível e infinita da alma. O nada preenche, o resto, a matéria desprende. Ano de Produção: 1998/2005 - Rodado em Braga, Portugal - 30 Minutos - MDV - Poemas: Sebastião Alba - Leitura de Poemas: Alexandre Martins, Ana Tinoco, Celestino Monteiro, Célia Gomes, Eugénia Miranda, Jaime Ribeiro, Manuela Ribeiro, Mariana Figueroa, Ricardo Leite, Sério Fernandes, Tito Agra Amorim, Francisco Weyl - Áudio: Francisco Silva e Ricardo Leite - Fotografia de Cena: Célia Gomes - Argumento, Entrevistas, Câmara, Direção de Fotografia, Montagem Produção e Realização: Francisco Weyl • A imagem das vacas tem mais nitidez do que a imagem das pessoas Realizado nos campos da Aldeia de Adães, Trás-os-Montes português, e inspirado num aforismo do poeta lusíada Teixeira de Pascoaes, este filme tem a coragem animalesca dos que acreditam que “um homem racional e científico não vale nem mesmo o uivo de um cão”. Ano de Produção: 2001 – Rodado em Adães, Portugal - 10 Minutos – Super 8 MM – Argumento, Câmera, Direção de Fotografia, Montagem, Produção e Realização: Francisco Weyl • A Maldição (Zé do Caixão em comunhão com a Escola do Porto sob as bênções de São Francisco de Assis) No espírito do encontro artístico de Zé do Caixão com a Escola do Porto, este primeiro filme de José Mojica Marins em Portugal tem a estética de quem tem a coragem para assumir as suas próprias cenas. Ano de Produção: 2000 - Rodado no Porto, Portugal - 15 Minutos - Super-8 MM - Actor: Zé do Caixão - Actriz Convidada: Salomé Arieira - Cenografia: João Trindade - Fotografia de Cena: Celestino Monteiro - Direção de Fotografia: Bruno Anneda – Câmera: Ricardo Leite, Francisco - Produção: Sério Fernandes - Montagem e Realização: Francisco Weyl • Anaís Anaís nasceu poesia: foi um sonho que se tornou conto e filme, não existia como realidade e não se realizou como ficção. É este real que só é real quando já não o é, é este estado de inércia que é na matéria e alma humanas. Ano de Produção: 2000 - Rodado em Gaia, Portugal - 15 Minutos - Super-8 MM - Actriz: Célia Gomes - Maquiagem: Walter Pantoja - Fotografia de Cena: Sara Coelho - Cenografia: Salomé Arieira - Direção de Arte e Story Board: João Trindade - Câmera: João Trindade, Francisco Weyl - Direcção de Fotografia: José Alberto Pinto - Produção: Ana Tinoco – Argumento e Roteiro: Francisco Weyl – Realização: Francisco Weyl • O Chapéu do Metafísico O Chapéu do Metafísico é um olhar à passagem do tempo sobre as águas do Douro e do Tâmega, uma mistura de imagens poéticas, cujos tecidos foram recolhidos durante 10 anos, tempo que seu realizador levou para obrar um livro com o mesmo nome. Ano de Produção: 2000 - Rodado nos Rios Douro e Tâmega, Portugal - 15 Minutos - Super-8 MM - Fotografia de Cena: Célia Gomes - Direção de Fotografia e Assistência de Realização: Jaime Ribeiro - Argumento, Montagem, Produção e Realização: Francisco Weyl • Ésquilo Ésquilo não é um filme nítido no sentido técnico, mas o é no seu espírito trágico. Projectado, já não é mais filme, só o foi quando se realizou, portanto vemos o que já não é, confuso como o pensamento e ao mesmo tempo sintético na sua lógica trágica. Ano de Produção: 2000 - Rodado em Miranda do Douro, Portugal - 15 Minutos - Super-8 MM - Fotografia de Cena: Célia Gomes - Cenografia: Célia Gomes, Ricardo Leite, Francisco Weyl - Produção: Ana Tinoco, Célia Gomes - Actores: Alexandre Martins, Ana Tinoco, Ricardo Leite, Sério Fernandes, Vasco Castro - Câmara e Direcção de Fotografia: Ricardo Leite, Vasco Castro, Francisco Weyl – Argumento, Roteiro, Montagem e Realização: Francisco Weyl Belém, 26 de janeiro de 2011 © Francisco Weyl - Carpinteiro de Poesia e de Cinema Caeté - Apóstolo da Poesia


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